Um tanto quanto démodé

Cafona, vintage ou démodé?

A bebida alcoólica sempre foi presente em minha vida. A família bebe, os amigos bebem e eu bebo – mais do que deveria, uma vez que o álcool engorda e eu vivo naquela disputa sem fim com a balança. Gosto de cerveja, vinhos e espumantes são deliciosos, e a vodka sempre será minha bebida favorita. Entre um trago e outro, foi através dela que passei a apreciar o mundo dos mixed drinks, roupagem chique dada aos coquetéis.

Cafona na opinião de muitos, o coquetel tem história: Impossível não associar o Dry Martini a James Bond/Hemingway ou pedir um cosmopolitan sem se imaginar numa de cena de Sex And The City (exemplo bem mulherzinha).Esse é o meu barato, conhecer a história/lenda/fama que há por trás de cada drink. Os clássicos são os meus preferidos, porém, gosto de releituras (ou erros que cometo ao preparar as receitas) e de descobrir diversas combinações para agradar os amigos – jamais se esquecerão do meu Jello Shot.

A paixão por esse universo é tanta que até me aventurei a fazer um curso de drinks, no entanto, ainda sou melhor em beber do que fazer. Não quero decepcionar ninguém, não sou uma mixologista – nome dado os especialistas da área.

Meu Kir Royal que não deu certo!

Para inaugurar, preparei o primeiro coquetel que fez meu coração vibrar: Kir Royal. Fora de moda (não tem o mesmo hype que há em torno do Apple Martini, por exemplo), o drink é composto de licor de cassis, espumante (a receita original diz champanhe) e uma cereja, daquelas em calda, para enfeitar – a apresentação conta muito em um coquetel.

A receita que fiz não deu muito certo, já que o licor estava meio velho. Restou-me beber o espumante com uma cereja de enfeite. Apesar desse mero detalhe, a combinação é muito boa e com certeza irá agradar paladares mais adocicados (BEM MULHERZINHA).

De qualquer forma, a ideia principal é a diversão. Vou dividir alguns relatos – por que não porres? – e minha paixão com vocês. Mesmo considerados old fashioned (por sinal, o nome de um drink), os coquetéis são deliciosos e, cafonices à parte, aqui nossa única preocupação deverá ser com a ressaca (e a dieta, pelo amor de Deus!).

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