Vinho Verde: suas uvas e seus vinhos

O Senac São Paulo está oferecendo, de março a maio, o Seminário Vinho Verde: suas uvas e seus vinhos em onze de suas unidades, no interior e capital.

Para participar é só entrar no site e se inscrever (sim, é um evento gratuito)!

Me inscrevi e participei ontem na Unidade Aclimação e foi muito legal!

O evento contou com degustação de seis Vinhos Verdes (deliciosos), e tem destaque especial a região do Minho em Portugal (local onde o desenvolvimento desse vinho é melhor).

Quem conduziu o seninário foi a Sílvia Mascella Rosa, que é professora no curso de Formação de Sommelier de Vinhos do SENAC-SP. Editora de vinhos da revista Adega e do Almanaque do Vinho. Também é editora do Guia Adega de Vinhos do Brasil (ed. 2011) e da seção de Vinhos do especial Comer & Beber da revista VEJA São Paulo. Formada em Bartender pelo Senac-SP, atuou também como repórter para diversas revistas especializadas como Gula, Prazeres da Mesa e Claudia Cozinha (quem sabe meu futuro CV fica assim, né!?).

O atraso de 30 minutos foi compensado pelo mundo incrível que ela nos levou. Sabor, cor, frescor, paisagens de cair o queixo e ter cada vez mais certeza de que estou no caminho certo.

Vale suuuper a pena participar ficar de pilequinho e aprender um pouco mais!

Eu, e acredito que a maioria de quem está lendo, não conheça de fato que é o tal do Vinho Verde. Acha que ele ganha esse nome, pois era verde, oras…

Mas afinal o que é o Vinho Verde?!?!

Vinho Verde nasce a noroeste de Portugal (Entre-Douro-e-Minho), na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, uma região geograficamente posicionada para produção de ótimos vinhos brancos.

Esse vinho é um DOC, ou seja, uma Denominação de Origem Controlada (assim como o Champagne, que só pode ser chamado assim se foi produzido na região que leva seu nome na França) e segue uma série de regras e legislações para ser comercializado.

Sua marca é seu ótimo frescor! Fácil de beber, leve, aromático, pouco alcoólico, ótimo para refeições mais leves e acompanhar aperitivos. Peixes, carnes brancas, frutos do mar, comida tailandesa, japonesa, são seus pares preferidos.

O que deixa esse vinho com essas características tem muito e, principalmente a ver com sua origem. Solo de granito (que permite a água escoar pela raiz da videira, já que é uma região que chove muito), verão quente, é um local plano que permite o ventos vindos do Atlântico Norte circularem por toda parte, além de toda tradição que o envolve.

Nessa região encontramos vinhos brancos, rosés e até tintos! As principais uvas responsáveis por tudo isso são: Alvarinho, Avesso, Azal, Batoca, Loureiro, Arinto (Pedernã) e Trajadura.

E foram estas, que compuseram os vinhos que foram degustados:

1- Arca Nova Branco 2011 2-Vinho Verde Branco (Adega Coop. Ponte Lima) 2011 3- Quinta da Lixa 2011 4- Quinta do Gomariz Loureiro 2011 5- Quinta dos Carpeços Alvarinho 2011 6- Adega Cooperativa Vale do Cambra Rosé 2011 

Repararam na safra?!

Vinho Verde é vinho para ser tomado JOVEM! Tem no máximo dois anos de vida! Depois desse período o coitadinho se resume a praticamente, água com cheiro de vinagre gelada (Digo isso, pois já tive essa péssima experiência).

Existe centenas de outras informações sobre esse vinho, e não detalhei pois só queria introduzi-los a essa região tão linda dos amigos da terrinha!

Você pode começar a virar um expert acessando o site da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes – CVRVV. Lá você encontra fotos, processo de vinificação, as uvas e muito mais!

Acharam que tinha encerrado?! Erraram!

Não podia deixar de harmonizar a experiência de ontem como meu almoço, né?!

Seguindo a tendência de minhas colegas Theo Gouveia e Camila Toledo, também estou de dieta! afinal a páscoa estraga qualquer ser humano normal e chocólatra.

Peixe grelhado com abobrinha italiana refogada, brócolis e batata doce no vapor foi o belíssimo menu de hoje.

Junto com ele tomei o Vinho Gatão Branco 750 ml, que comprei no Sonda Supermercados e paguei cerca de R$14. Essa é a média de preço mesmo! Não passa de R$20! (sem desculpas para degustar em alguma tarde quente ou com os amigos, vai?!)

Voilà!

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